1.15.2018

Entenda passo a passo as chances de Lula ser candidato na eleição presidencial


Ex-presidente será julgado pelo TRF-4 no dia 24, mas recursos podem alongar caso

A pouco mais de 20 dias do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), o cenário da disputa eleitoral para as eleições presidenciais de outubro é totalmente incerto.O Jornal do Brasil elaborou os possíveis cenários, que podem, no extremo, levar o ex-presidente à prisão e, no outro polo, reiterar sua candidatura ao Palácio do Planalto. O caso, que trata do triplex do Guarujá (SP) que o juiz Moro condenou o ex presidente sem provas.  será analisado pelos três desembargadores da 8ª turma do TRF-4, tem alguns resultados possíveis.
Recursos podem alongar indecisão sobre candidatura de ex-presidente
Recursos podem alongar indecisão sobre candidatura de ex-presidente
1) Se um dos desembargadores que analisarão o recurso pedir vista do processo, o julgamento poderá ser adiado. Nessa condição, até que haja uma nova decisão, Lula permanece candidato pelo Partido dos Trabalhadores e poderá iniciar sua campanha eleitoral.2) Se o TRF-4 entender que não procede a condenação a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por suposta obtenção de benefícios da empreiteira OAS, Lula então é absolvido. Contudo, o Ministério Público Federal (MPF) pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
3) Se o TRF-4 confirmar a condenação, mas ela não for unânime, Lula ainda pode recorrer com dois tipos de recursos no próprio Tribunal: os embargos infringentes e os embargos de declaração. Os dois casos questionam a falta de unanimidade da decisão e pedem ampliação do colegiado, reforma da sentença e esclarecimento do veredicto, por exemplo.
4) Se a condenação de Lula for unânime entre os três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, a defesa do ex-presidente pode entrar no Tribunal com um embargo de declaração. Se o Tribunal rejeitar, Lula poderá ser preso, mas a defesa poderá recorrer ao STJ e ao STF.
5) Em outubro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 6 votos a 5, que a execução de penas poderia ser determinada assim que a segunda instância judicial confirmasse e antes que se esgotassem todos os recursos da defesa. Esse entendimento, contudo, poderá ser modificado. O ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da ação, sinaliza que agora votará contra, o que inverteria o placar. Neste caso, haveria, portanto, a necessidade de uma decisão também do STJ antes da confirmação da pena.
6) Mesmo que seja condenado, Lula poderá protocolar o registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está fora da esfera criminal da Justiça. Caso o TSE decida impugnar a candidatura do ex-presidente, ele ainda poderá recorrer ao STF. Esse é o último recurso da defesa do petista. Se o Supremo negar o recurso, Lula não poderá ser candidato.

FHC faz a previsão se o Lula for condenado  Em entrevista ao Estado de S.Paulo desta terça-feira (2), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que a confirmação da condenação de Lula é "ruim para o país e para a memória", mas que a população "não vai tremer nas suas bases por causa disso". O tucano disse que a estratégia do Partido dos Trabalhadores será a de "perseguição política" durante a campanha eleitoral, que tem o governador Geraldo Alckmin (PSDB) como um dos candidatos.
Movimentos sociais sinalizam, no entanto, que a tese de Fernando Henrique pode não se confirmar. As centrais sindicais e os partidos de esquerda prometem colocar o país em convulsão, caso a prisão de Lula seja confirmada na segunda instância e sua candidatura, consequentemente, seja impugnada. Na última quinta-feira (29), a Justiça Federal de Porto Alegre proibiu acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em áreas próximas ao TRF-4.
Petista lidera todos os cenários das pesquisas eleitorais e considerando os votos válidos Lula liquida a fatura no primeiro turno
Os principais institutos de pesquisa são unânimes em relação à liderança de Lula em todos os cenários e com diferentes candidatos. A última pesquisa do instituto Datafolha, publicada no início de dezembro, já com a inclusão de Alckmin entre os candidatos, continua mostrando o ex-presidente isolado na liderança, com preferência oscilando entre 34% e 37%. Já o Ibope, de outubro do ano passado, mostra Lula com 36%, em simulações com diferentes candidatos (entre eles, o deputado federal Jair Bolsonaro, a ex-ministra Marina Silva, o apresentador Luciano Huck, Alckmin, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, entre outros).

Cármen Lúcia discute esquema de segurança com presidente do TRF4

Tribunal de Porto Alegre julgará recurso de Lula no próximo dia 24 

Na manhã desta segunda-feira (15), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, se reuniu com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Carlos Thompson Flores. O encontro, que durou cerca de uma hora, acontece a dez dias do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o dia 24., sobre o Triplex que o juiz Moro afirma que é do presidente Lula, enquanto uma juiza de Brasilia acaba de penhorar este imóvel, que foi dado em garantia, pelo seu verdadeiro dono a construtora OAS.
Lula foi condenado, sem provas, pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex. O julgamento está cercado de grande expectativa, e estão previstas manifestações de apoiadores e opositores de Lula. Se a condenação for confirmada, o ex-presidente, que lidera as pequisas para a eleição de 2018, poderá ficar impedido de se candidatar.
>> Entenda passo a passo as chances de Lula ser candidato na eleição presidencial
Não houve declarações após o encontro de Cármen Lúcia com Thompson, mas há informações de que o tema foi a questão de segurança. O TRF4 afirmou que seus desembargadores estariam recebendo ameaças pela internet, por telefone e por cartas. 
Cármen Lúcia se encontra com presidente do TRF4, Carlos Thompson Flores
Cármen Lúcia se encontra com presidente do TRF4, Carlos Thompson Flores
Encontro com deputados do PT
Na sexta-feira (12), o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), acompanhado por um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores, entregou a Thompson Flores uma carta-manifesto contra os trâmites adotados, até agora, no processo de julgamento do ex-presidente Lula.
“Reafirmamos o nosso ponto de vista de que uma eleição este ano sem Lula é uma fraude, um golpe”, disse Pimenta, em entrevista coletiva logo após a reunião. Ele estava acompanhado da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), do deputado Marco Maia (PT-RS), além dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul, Tarcísio Zimmermann (PT-RS), Stela Farias (PT-RS) e Edegar Pretto (PT-RS), além do advogado Ricardo Zamora.
A comitiva reforçou que espera do tribunal um julgamento nos limites daquilo que a lei estabelece e que prevaleça o viés imparcial da Justiça no processo do ex-presidente, cujo julgamento do recurso da defesa está marcado para 24 de janeiro. “Quando essa garantia deixa de existir, todo o sistema é colocado em risco e fica sob suspeita”.
No documento, os parlamentares também destacaram que o caso em questão está sob os holofotes de renomados juristas internacionais, “o que demonstra que o Brasil corre o risco, como nação, de se ver completamente desmoralizado internacionalmente caso conclua negativamente ao ex-presidente um julgamento que se evidencia pela ausência total de provas”.
Além da carta, os deputados protocolaram no TRF4 o abaixo assinado “Projeto Brasil Nação: o direito de Lula ser candidato a presidente do Brasil”, com mais de 50 mil assinaturas; entregaram ao desembargador o livro “Comentários a Uma Sentença Anunciada”, elaborado por um grupo de juristas que faz uma análise da sentença do juiz Sérgio Moro; além de um documento produzido pelos movimentos sociais intitulado “Os crimes da Lava Jato”.
Foi solicitado ainda que o TRF4 garanta um espaço para que uma representação de parlamentares possa acompanhar o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula, no dia 24. “Da nossa bancada, 40 deputados já confirmaram presença em Porto Alegre, e esse número ainda pode aumentar”, informou Paulo Pimenta.
Segurança
A garantia de manifestação em Porto Alegre no dia 24 e nos dias que antecedem o julgamento foi outro ponto da pauta com o presidente do TRF4. “Nós queremos alertar as autoridades para que não permitam que atitudes provocadoras possam prejudicar o nosso intuito, o nosso objetivo com a presença aqui em Porto Alegre durante os dias 22, 23 e 24 em outras agendas que antecedem o julgamento”, explicou o líder do PT.
Ele defendeu que haja uma clareza muito grande por parte das autoridades, não só do tribunal, mas do governo do estado, acerca do que está sendo providenciado para o dia do julgamento. “O direito de manifestação é um direito constitucional garantido a qualquer cidadão e não há nenhuma possibilidade de que isso seja negociado, seja limitado”, enfatizou Pimenta.
O líder petista criticou a iniciativa do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, pedindo reforço da junta das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança.
“Manifestações de que o governador do estado, José Ivo Sartori, pretende mobilizar atiradores de elite para estarem nos prédios em torno do TRF4 também são despropositadas e não contribuem em nada com esse processo”, afirmou Paulo Pimenta.
“Não sei o que eles estão imaginando”, continuou Paulo Pimenta, lembrando que a militância, parlamentares e movimentos sociais estiveram em Curitiba em atos em defesa de Lula e da democracia de forma pacífica.
“Foram manifestações com mais de 50 mil pessoas sem qualquer tipo de incidente. O Estado Democrático de Direito prevê essa garantia, e nós vamos exercê-la, de maneira plena”, reforçou o líder.
>> PT faz atos em todo o país em defesa de Lula na eleição

Cármen Lúcia discute esquema de segurança com presidente do TRF4

Tribunal de Porto Alegre julgará recurso de Lula no próximo dia 24 

Na manhã desta segunda-feira (15), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, se reuniu com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Carlos Thompson Flores. O encontro, que durou cerca de uma hora, acontece a dez dias do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o dia 24., sobre o Triplex que o juiz Moro afirma que é do presidente Lula, enquanto uma juiza de Brasilia acaba de penhorar este imóvel, que foi dado em garantia, pelo seu verdadeiro dono a construtora OAS.
Lula foi condenado, sem provas, pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex. O julgamento está cercado de grande expectativa, e estão previstas manifestações de apoiadores e opositores de Lula. Se a condenação for confirmada, o ex-presidente, que lidera as pequisas para a eleição de 2018, poderá ficar impedido de se candidatar.
>> Entenda passo a passo as chances de Lula ser candidato na eleição presidencial
Não houve declarações após o encontro de Cármen Lúcia com Thompson, mas há informações de que o tema foi a questão de segurança. O TRF4 afirmou que seus desembargadores estariam recebendo ameaças pela internet, por telefone e por cartas. 
Cármen Lúcia se encontra com presidente do TRF4, Carlos Thompson Flores
Cármen Lúcia se encontra com presidente do TRF4, Carlos Thompson Flores
Encontro com deputados do PT
Na sexta-feira (12), o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), acompanhado por um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores, entregou a Thompson Flores uma carta-manifesto contra os trâmites adotados, até agora, no processo de julgamento do ex-presidente Lula.
“Reafirmamos o nosso ponto de vista de que uma eleição este ano sem Lula é uma fraude, um golpe”, disse Pimenta, em entrevista coletiva logo após a reunião. Ele estava acompanhado da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), do deputado Marco Maia (PT-RS), além dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul, Tarcísio Zimmermann (PT-RS), Stela Farias (PT-RS) e Edegar Pretto (PT-RS), além do advogado Ricardo Zamora.
A comitiva reforçou que espera do tribunal um julgamento nos limites daquilo que a lei estabelece e que prevaleça o viés imparcial da Justiça no processo do ex-presidente, cujo julgamento do recurso da defesa está marcado para 24 de janeiro. “Quando essa garantia deixa de existir, todo o sistema é colocado em risco e fica sob suspeita”.
No documento, os parlamentares também destacaram que o caso em questão está sob os holofotes de renomados juristas internacionais, “o que demonstra que o Brasil corre o risco, como nação, de se ver completamente desmoralizado internacionalmente caso conclua negativamente ao ex-presidente um julgamento que se evidencia pela ausência total de provas”.
Além da carta, os deputados protocolaram no TRF4 o abaixo assinado “Projeto Brasil Nação: o direito de Lula ser candidato a presidente do Brasil”, com mais de 50 mil assinaturas; entregaram ao desembargador o livro “Comentários a Uma Sentença Anunciada”, elaborado por um grupo de juristas que faz uma análise da sentença do juiz Sérgio Moro; além de um documento produzido pelos movimentos sociais intitulado “Os crimes da Lava Jato”.
Foi solicitado ainda que o TRF4 garanta um espaço para que uma representação de parlamentares possa acompanhar o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula, no dia 24. “Da nossa bancada, 40 deputados já confirmaram presença em Porto Alegre, e esse número ainda pode aumentar”, informou Paulo Pimenta.
Segurança
A garantia de manifestação em Porto Alegre no dia 24 e nos dias que antecedem o julgamento foi outro ponto da pauta com o presidente do TRF4. “Nós queremos alertar as autoridades para que não permitam que atitudes provocadoras possam prejudicar o nosso intuito, o nosso objetivo com a presença aqui em Porto Alegre durante os dias 22, 23 e 24 em outras agendas que antecedem o julgamento”, explicou o líder do PT.
Ele defendeu que haja uma clareza muito grande por parte das autoridades, não só do tribunal, mas do governo do estado, acerca do que está sendo providenciado para o dia do julgamento. “O direito de manifestação é um direito constitucional garantido a qualquer cidadão e não há nenhuma possibilidade de que isso seja negociado, seja limitado”, enfatizou Pimenta.
O líder petista criticou a iniciativa do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, pedindo reforço da junta das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança.
“Manifestações de que o governador do estado, José Ivo Sartori, pretende mobilizar atiradores de elite para estarem nos prédios em torno do TRF4 também são despropositadas e não contribuem em nada com esse processo”, afirmou Paulo Pimenta.
“Não sei o que eles estão imaginando”, continuou Paulo Pimenta, lembrando que a militância, parlamentares e movimentos sociais estiveram em Curitiba em atos em defesa de Lula e da democracia de forma pacífica.
“Foram manifestações com mais de 50 mil pessoas sem qualquer tipo de incidente. O Estado Democrático de Direito prevê essa garantia, e nós vamos exercê-la, de maneira plena”, reforçou o líder.
>> PT faz atos em todo o país em defesa de Lula na eleição

O dr. power point ataca toda classe política e leva troco de Pimenta



Em meio a especulações de que concorrerá ao Senado, o procurador Dentan Dallagnol(dr. power point) foi às redes sociais e decidiu atacar toda a classe política, afirmando que todos só pensam em benefícios pessoais; em seguida, levou um troco do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que afirmou que Dentan sonha com a ditadura togada; detalhe: ação de Dallagol(dr. power point) na Lava Jato contribuiu para a derrubada de uma presidente honesta, substituída por uma quadrilha corrupta que afundou o Brasil 
 Cada vez mais ativo nas redes sociais, em meio a especulações de que concorrerá a uma vaga no Senado Federal, o procurador Deltan Dallagnol (dr. power point) fez um post criticando toda a classe política, afirmando que estes abusam de seus cargos, independentemente dos partidos. 
 
O dr. power point da Lava Jato, porém, levou o troco do deputado federal Paulo Pimenta (PT), que lembrou dos abusos do Judiciário e chamou a atenção para a ditadura da toca que muitos de seus representantes gostariam de implementar no país. 


Lula: decisão de juíza de Brasília é motivo para pedido de vistas

Para que o julgamento do ex-presidente Lula seja justo e técnico, deveria começar pelo reexame da condenação de Sergio Moro, diante de um fato novo e contundente: "a autorização de penhora do triplex do Guarujá, pela juíza Luciana Correa, de Brasília, a pedido de um credor da OAS, num reconhecimento de que o imóvel não pertence a Lula, e sim à empreiteira", escreve a colunista Tereza Cruvinel; "Se o julgamento for realmente justo e técnico, este fato pode ensejar um pedido de vistas por parte de um dos desembargadores que julgarão o recurso", completa 

Nesta semana crucial para o futuro da democracia brasileira, crescerão as mobilizações em defesa do ex-presidente Lula, para que o julgamento de seu recurso no dia 24 não seja um simulacro destinado apenas à sua inabilitação eleitoral.  E para que seja justo e técnico, devia começar pelo reexame da condenação de Sergio Moro, diante de um fato novo e contundente: a autorização de penhora do tríplex do Guarujá, pela juíza Luciana Correa, de Brasília, a pedido de um credor da OAS,  num reconhecimento de que o imóvel não pertence a Lula, e sim à empreiteira.  Se o julgamento for realmente justo e técnico, este fato pode ensejar um pedido de vistas por parte de um dos desembargadores que julgarão o recurso.
Esta semana crucial começa com o encontro entre a presidente do STF, Cármem Lúcia, e o presidente do TRF-4, Thompson Flores, em que tratarão do julgamento do dia 24.  A tensão é grande no tribunal que tem sobre si os olhos do país e do mundo.  A gravidade da decisão que será tomada, mais que aspectos circunstanciais, relacionados com as manifestações programadas para os dias 22, 23 e 24, é que devem ter preocupado a presidente do Supremo, autoridade máxima do sistema de Justiça nacional, levando-a a buscar o encontro com o presidente do TRF-4, que já negligenciou a importância de preservar pelo menos as aparências de imparcialidade. Ele o fez quando qualificou de irretocável a sentença de Moro, sem mesmo ter lido e examinado a peça condenatória; quando não puniu sua chefe de gabinete que pregou a condenação de Lula em rede social;  e agora,  quando disse à comitiva de dirigentes petistas que o visitou para discutir o julgamento que alguns juízes estavam sendo ameaçados. Não disse quais e nem declinou as providências que teria tomado, como se se tratasse de uma banalidade da conjuntura. Oficialmente, Cármem Lúcia vai tratar com ele de “assuntos institucionais” mas ela deve ter anotado as derrapadas do presidente do TRF-4.  Seja como for, a atenção dela ao que acontecerá em Porto Alegre é positiva, na medida em que indica a Flores e aos desembargadores a gravidade dos passos que darão.
Ao longo desta semana crucial, o Partido dos Trabalhadores vai inaugurar novos “Comitês de  Defesa da Democracia e do direito de Lula ser candidato”, na sequência dos nove que foram abertos no sábado (em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Fortaleza e Porto Velho).  A unidade das esquerdas se amplia, com as adesões do PSOL e do PC do B aos atos programados.   As adesões ao manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, liderado pelo ex-chanceler Celso Amorim,  continuam aumentando,  dentro e fora do Brasil.  Ontem mesmo,  foram anotadas as adesões de Sakiko Fukuda, da  New School e membro do comitê da ONU que atuou na preparação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e a do historiador português João Luis Lisboa.  O ex-primeiro ministro italiano Massimo D’Alema também assinou nos últimos dias.  A proximidade do carnaval está o julgamento de Lula, sempre com viés de protesto contra sua eventual degola eleitoral,  para os blocos, para a letra das marchinhas, para os ensaios.  Já não se trata apenas de realizar um grande ato em Porto Alegre, mas de levar o assunto para as ruas de todo o país, e isso está acontecendo.
Não faltam razões ao TRF-4 para adiar este julgamento, seja em função da comoção crescente, seja para examinar melhor a acusação do Ministério Público que Moro acolheu, a de que Lula recebeu o tríplex como propina paga pela OAS, embora não tenham conseguido apontar o “ato de ofício” (a vantagem oferecida em troca à empreiteira).  Moro invocou então a inexistente figura do “ato de ofício indeterminado”, a ser executado quando surgisse a oportunidade. Depois da decisão da juíza de Brasília, autorizando a penhora do imóvel como bem da OAS, um pedido de vistas seria imperioso para qualquer juiz cioso de seu compromisso com a verdade e com a justiça.        
Nesta semana crucial para o futuro da democracia brasileira, crescerão as mobilizações em defesa do ex-presidente Lula, para que o julgamento de seu recurso no dia 24 não seja um simulacro destinado apenas à sua inabilitação eleitoral.  E para que seja justo e técnico, devia começar pelo reexame da condenação de Sergio Moro, diante de um fato novo e contundente: a autorização de penhora do tríplex do Guarujá, pela juíza Luciana Correa, de Brasília, a pedido de um credor da OAS,  num reconhecimento de que o imóvel não pertence a Lula, e sim à empreiteira.  Se o julgamento for realmente justo e técnico, este fato pode ensejar um pedido de vistas por parte de um dos desembargadores que julgarão o recurso.
Esta semana crucial começa com o encontro entre a presidente do STF, Cármem Lúcia, e o presidente do TRF-4, Thompson Flores, em que tratarão do julgamento do dia 24.  A tensão é grande no tribunal que tem sobre si os olhos do país e do mundo.  A gravidade da decisão que será tomada, mais que aspectos circunstanciais, relacionados com as manifestações programadas para os dias 22, 23 e 24, é que devem ter preocupado a presidente do Supremo, autoridade máxima do sistema de Justiça nacional, levando-a a buscar o encontro com o presidente do TRF-4, que já negligenciou a importância de preservar pelo menos as aparências de imparcialidade. Ele o fez quando qualificou de irretocável a sentença de Moro, sem mesmo ter lido e examinado a peça condenatória; quando não puniu sua chefe de gabinete que pregou a condenação de Lula em rede social;  e agora,  quando disse à comitiva de dirigentes petistas que o visitou para discutir o julgamento que alguns juízes estavam sendo ameaçados. Não disse quais e nem declinou as providências que teria tomado, como se se tratasse de uma banalidade da conjuntura. Oficialmente, Cármem Lúcia vai tratar com ele de “assuntos institucionais” mas ela deve ter anotado as derrapadas do presidente do TRF-4.  Seja como for, a atenção dela ao que acontecerá em Porto Alegre é positiva, na medida em que indica a Flores e aos desembargadores a gravidade dos passos que darão.
Ao longo desta semana crucial, o Partido dos Trabalhadores vai inaugurar novos “Comitês de  Defesa da Democracia e do direito de Lula ser candidato”, na sequência dos nove que foram abertos no sábado (em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Fortaleza e Porto Velho).  A unidade das esquerdas se amplia, com as adesões do PSOL e do PC do B aos atos programados.   As adesões ao manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, liderado pelo ex-chanceler Celso Amorim,  continuam aumentando,  dentro e fora do Brasil.  Ontem mesmo,  foram anotadas as adesões de Sakiko Fukuda, da  New School e membro do comitê da ONU que atuou na preparação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e a do historiador português João Luis Lisboa.  O ex-primeiro ministro italiano Massimo D’Alema também assinou nos últimos dias.  A proximidade do carnaval está o julgamento de Lula, sempre com viés de protesto contra sua eventual degola eleitoral,  para os blocos, para a letra das marchinhas, para os ensaios.  Já não se trata apenas de realizar um grande ato em Porto Alegre, mas de levar o assunto para as ruas de todo o país, e isso está acontecendo.
Não faltam razões ao TRF-4 para adiar este julgamento, seja em função da comoção crescente, seja para examinar melhor a acusação do Ministério Público que Moro acolheu, a de que Lula recebeu o tríplex como propina paga pela OAS, embora não tenham conseguido apontar o “ato de ofício” (a vantagem oferecida em troca à empreiteira).  Moro invocou então a inexistente figura do “ato de ofício indeterminado”, a ser executado quando surgisse a oportunidade. Depois da decisão da juíza de Brasília, autorizando a penhora do imóvel como bem da OAS, um pedido de vistas seria imperioso para qualquer juiz cioso de seu compromisso com a verdade e com a justiça.