3.26.2009

DORES NO PEITO?


DOR NO PEITO, ANGINA E INFARTO

O tórax, o peito, é formado por um bom número de órgãos e tecidos que podem se manifestar por sensações dolorosas. Entre as dores mais temidas, estão as chamadas dores do coração e, dentre as quais, a angina do peito e o infarto são as que motivam maiores temores por serem as mais conhecidas e consideradas como as de maior probabilidade de serem fatais.

A angina pectoris é um tipo de dor que o paciente sente no peito, braço ou nuca e que aparece com a realização de esforços ou emoções ou mesmo sem fator provocador aparente. A angina é uma dor que provoca medo, daí o nome angina, que significa medo, angor em latim. É uma dor que costuma deixar o paciente imóvel, assustado e que dura poucos segundos.

A sensação de dor na angina é provocada pela diminuição do sangue que passa pelas artérias que irrigam o músculo cardíaco. Este é um sinal de que pouco sangue está irrigando o coração durante aquele momento, geralmente, durante algum esforço. Se o esforço diminuir ou cessar, a dor pode ceder. Se a pessoa continuar no esforço e a dor persistir pode significar que a angina progrediu para um estágio mais grave da doença, qual seja o infarto do miocárdio.

A falta de sangue relativa para um órgão denomina-se isquemia. Ao chegar pouco sangue para manter uma parte do músculo cardíaco suprido de oxigênio e nutrientes, esta parte pode funcionar menos bem, com menos força e provocar a dor denominada angina. A falta total de sangue para um tecido ou órgão em poucos minutos pode significar a morte deste tecido com a perda total da sua função. Caso uma porção maior do músculo cardíaco deixa de receber sangue, o coração pode tornar-se incapaz de manter o sangue circulando e o paciente pode morrer. Se o paciente sentir dor é porque ainda existe músculo vivo, pois um músculo morto não doe. Em torno de uma parte morta do músculo cardíaco, pode haver uma parte lesada e isquêmica viável, que merece todos os esforços para ser conservada viva.

O infarto do miocárdio acontece quando uma parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que a nutrem. Esta falta de sangue leva o músculo à morte. Nessa situação clínica, a dor pode ser de maior ou menor intensidade e costuma ser acompanhada de outras manifestações: piora e maior duração da dor,
a pressão do paciente cai,
ele sua muito, fica pálido, inquieto, tem a sensação de morte iminente;
por fim, o paciente apresenta confusão mental até a perda total da consciência e morte, caso não houver um pronto atendimento.


A maioria dos pacientes que morre do infarto não chega a ter atendimento médico. Existem infartos mais ou menos graves, a gravidade depende da extensão, da localização, da idade do paciente, além de outras doenças concomitantes que podem agravar a doença. Infartos pequenos, que lesam menos músculo cardíaco têm melhor prognóstico: quanto maior a lesão do coração maior chance do paciente morrer.
Infartos que atingem regiões importantes do coração, como o local onde se geram os estímulos cardíacos e infartos que provocam arritmias, costumam ser mais graves.
Pacientes idosos de maneira geral toleram melhor um infarto do que as pessoas jovens que não desenvolveram uma circulação colateral, como os idosos onde a doença isquêmica já existe há mais tempo.
Outras doenças concomitantes, como diabete, enfisema, hipertensão arterial, podem piorar um prognóstico.


A grande maioria dos casos de morte súbita é provocada pelo infarto do miocárdio.

Pequena digressão histórica

Seguidamente, os médicos escutam de seus pacientes que o pai ou avô ou alguma tia morreu de angina. Ora, a angina, nos conceitos atuais, não costuma ser fatal. Há cerca de 50 anos era usual ouvirmos falar em falsa angina e verdadeira angina do peito. O infarto era considerado a verdadeira angina, a que levava à morte. Já a falsa angina era a dor passageira no peito, que poderia terminar ou não em angina verdadeira. Não se dispunha do eletrocardiograma para diferenciar as duas situações clínicas.

Hoje em dia, a falsa angina é o que denominamos somente de angina e a verdadeira angina é denominada de infarto. Se alguém disser que o avô faleceu de angina, provavelmente, tratou-se de um infarto do miocárdio. É comum as pessoas confundirem estes termos. Estas pessoas que ainda têm a angina como doença fatal podem entrar em pânico quando lhes dissermos serem portadores de angina. Sempre é bom esclarecer esta dúvida antes de assustá-los mais do que necessário.

Dor no peito não é sinônimo de doença do coração. Existem no tórax diversas estruturas que podem doer. Citam-se doenças do esôfago, do pulmão, das pleuras, da aorta, dos músculos, das costelas, das mamas e da pele. Alterações da coluna podem provocar dores no peito confundíveis com doenças do coração.

Existem dores de origem emocional, que podem ser observadas em pessoas que querem chamar a atenção. Mesmo em crianças são relatadas dores no peito, simulando situações cardíacas. Isso pode acontecer quando imitam os pais ou avós que tenham angina de peito ou tiveram infartos do miocárdio.

Sempre cabe aos médicos esclarecer as diferentes possibilidades de diagnóstico. São eles que devem orientar a investigação complementar para tirar dúvidas, porque nem toda dor no peito é angina ou infarto, nem todo infarto é precedido de angina, nem toda angina acaba em infarto do miocárdio. Para complicar, nem todo infarto doe. Não é raro um médico detectar num eletrocardiograma a cicatriz de um infarto que aconteceu e o paciente nem percebeu.

O infarto do miocárdio, uma doença, muitas vezes, fatal ou indicadora de uma vida mais breve, pode atingir as pessoas em diferentes idades, que vão desde a infância, quando é mais raro acontecer, até a idade avançada, fase mais freqüente.

Ataque cardíaco (infarto)

Angina
Problemas nos pulmões, como pneumonia, coágulo nos pulmões, pulmão colabado ou fratura de costela
Hérnia de hiato
Azia
Herpes-zoster
Distensão muscular
Prolapso da válvula mitral (uma alteração comum, principalmente em mulheres, na qual a válvula mitral do coração não se fecha corretamente; na maioria dos casos não causa sintomas e não representa um problema de saúde importante).
Ansiedade
Engolir muito ar
Como saber quando é necessário procurar atendimento médico?

Não é muito difícil. Se você não estiver certo da causa da sua dor no peito é melhor verificar com um médico. Pedir ajuda em casos de ataque cardíaco ou problemas no pulmão pode salvar a sua vida.

Perguntas a fazer

Você está com algum dos problemas abaixo?

- Dor ou pressão no peito
- (que pode espalhar-se para o ombro e braço esquerdos, pescoço, queixo e mandíbula) Sensação de aperto ou de peso no peito, que dura mais do que alguns minutos, ou que vai e volta
- Desconforto no peito com: respiração curta ou dificuldade para respirar, náusea, vômito, suor, pulso ou batimento cardíaco irregular, ou sensação de morte iminente

A dor foi causada por ferimento ou trauma importante?A dor é constante ou está piorando?

A pessoa com dor no peito foi operada recentemente ou esteve acamada por alguma doença?

A pessoa com dor no peito tem história de problema cardíaco ou tem angina e não melhorou com o uso do remédio prescrito pelo médico?

A pessoa sente dificuldade ou problemas para respirar junto com a dor no peito? A dor piora ao respirar fundo ou quando ela toca as costelas?

Há alguns dos sintomas abaixo?

- Febre
- Tosse com catarro de qualquer cor (verde, amarelo, cinza, etc.)

Além da dor no peito, há algum dos sintomas abaixo?

- Palpitação
- Tontura, sensação de desmaio
- Fadiga
- Ansiedade
- História de sopro cardíaco


A dor no peito é acompanhada de arrotos e/ou regurgitação ou queimação logo acima do estômago? A dor vai e volta antes, durante ou após as refeições?A dor piora ao se deitar ou se inclinar para a frente?

A dor tem todas as características abaixo?

- Ocorre apenas de um lado do peito
- Não se altera com a respiração
- Há sensação de queimação e lesões na pele na região da dor


Dicas de autocuidado

Para dor causada por distensão de músculo ou pequenos traumas no tórax

Não contraia ou alongue o músculo e/ou costela enquanto sentir dor.
Repouse.
Tome algum medicamento para a dor
Procure seu médico se a dor persistir por mais de 2 dias
Para dor no peito associada a hérnia de hiato: Perca peso se estiver acima do seu peso ideal
Fracione a dieta. Faça 5 a 6 pequenas refeições durante o dia em vez de 3 grandes refeições
Evite cigarro, álcool, café, comidas muito condimentadas, hortelã, chocolate, frutas cítricas e bebidas com gás
Não coma ou beba 2 horas antes de se deitar
Não use roupas apertadas, cinto apertado ou cintas
Eleve a cabeceira da cama em 15 cm (ângulo de 40 graus)
Para dor no peito resultante de ansiedade ou hiperventilação

Converse com sua família e amigos sobre sua ansiedade
Se isso não for suficiente, você poderá solicitar ajuda a um psicólogo ou psiquiatra
Quando estiver hiperventilando, cubra a boca e o nariz com um saco de papel
Respire devagar, dentro do saco
Faça isso por 10 minutos
Retire o saco de papel e respire normalmente por alguns minutos
Repita o procedimento quantas vezes forem necessárias
Para dor no peito associada a prolapso da válvula mitral

Coma alimentos saudáveis
Evite cafeína
Depois de consultar seu médico, exercite-se regularmente para melhorar o seu condicionamento cardiovascular
Aprenda a conviver e controlar o estresse e, se possível, evite situações que lhe provocam ansiedade
Não fume

Fonte: LINCX

OBS:DORES NO PEITO PROCURE UM MÉDICO (boaspraticasfarmaceuticas)

4 comentários:

Vivian Loreti disse...

Vim consultar o doutor Google sobre minhas dores no peito direito, especialmente quando respiro forte, mas acho que por via das dúvidas, um médico de carne e osso é a melhor pedida, rs.

Antonio Celso da Costa Brandão Brandão disse...

Muito bem Loreti é exatamnete isso que devemos fazer. A internet nos dá a possibilidade de nos informar sobre a doença para que possamos saber o melhor tratamento e se o diagnóstico está correto. Até pode te dar a opção de procurar um outro profissional.


Antonio Celso da Costa Brandão Brandão disse...


Dores no peito podem ter origem no coração, estômago ou pulmão
Infarto é a maior causa de mortes no mundo e a segunda no Brasil.
Por isso, é importante saber reconhecer os sinais e ir ao médico rápido.

Do G1, em São Paulo

O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de mortes em todo o mundo e a segunda no Brasil. A incidência em homens abaixo de 40 anos é maior que entre as mulheres.
As dores no peito, porém, podem ter diferentes origens: no sistema cardiovascular (infarto), digestivo (refluxo, gases, gastrite ou úlcera) ou respiratório (embolia pulmonar).
Também podem apresentar causas musculares ou fundo psicológico/psiquiátrico (transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico).
Por isso, é importante não confundir esses sintomas e, na dúvida, sempre procurar um médico. Essa foi a principal recomendação do cardiologista Roberto Kalil e do cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, ambos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
infarto (Foto: Arte/G1)
Um mal súbito pode ser muito grave também em pessoas jovens, segundo Kalil. E a diferença entre a vida e a morte depende de socorro imediato, razão pela qual é sempre bom ter em mente o número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu): 192.
Segundo estudos americanos, de 5% a 15% dos pacientes atendidos com dor torácica nas salas de emergência apresentam infarto agudo do miocárdio. E entre 2% a 3% dos indivíduos que sofrem um infarto acabam sendo liberados da sala de emergência por não receberem o diagnóstico correto.
No país, as doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, respondem por 72% dos óbitos. Em 2008, foram 94.912 mortes por doenças isquêmicas do coração (categoria em que se encaixa o infarto).
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Sinais clássicos do infarto
- Palidez
- Suor
- Aperto, desconforto ou queimação no peito
- Formigamento nos ombros
- Vômito
- Cansaço e falta de ar
- Náusea
Outros sintomas de dor
- No estômago
- Nas costas
- Nos braços
- Na mandíbula (parte inferior) ou no maxilar (superior)
- No pescoço
- E até ausência de dor, no caso dos diabéticos
Se tomar um antiácido ou ficar ereto melhorar a dor, há grande possibilidade de não ser infarto.

Como evitar
- Controle o peso, o estresse, a glicose (diabetes) e o sal (hipertensão)
- Tenha uma alimentação saudável
- Faça atividade física
- Não fume
- Se precisar, tome medicamentos corretamente



Antonio Celso da Costa Brandão Brandão disse...

Dor no peito. Gases ou enfarte?

Muita gente entra em desespero ao sentir dor no peito que irradia para o resto do corpo. Geralmente, a suspeita é de enfarte. Mas para ter certeza, o melhor a fazer é procurar um hospital. Depois de alguns exames, muita gente tem a surpresa: a dor era causada por gases! A gravidade do enfarte nem se compara com a dos gases, mas a sensação é bem parecida e o temor, justificado.

"Os gases pressionam o diafragma e a dor é irradiada para a coluna e o tórax, o que causa a sensação parecida com a do enfarte", diz o especialista em colonterapia Tiago Almeida, co-autor de Coloterapia - Reeducação Alimentar, Desintoxicação e Rejuvenescimento. Quem tem histórico de gases, problemas digestivos, disfunção da flora intestinal e distensão do abdome deve ficar atento para não ser pego de surpresa por um ou outro problema.

Tratar os gases requer um pouco de disciplina para reeducar o intestino, tratar a prisão de ventre e analisar a combinação dos alimentos ou possíveis intolerâncias. "Leite e feijão, por exemplo, provocam muitos gases e devem ser retirados do consumo diário. Quem não consegue abrir mão do feijão, pode cozinhá-lo com folhas de louro, que diminuem a produção dos gases. Outra opção é beber chá de hortelã ou erva-doce todos os dias", diz Almeida.

A mudança na dieta é fundamental na luta contra os gases. Evitar alimentos que formam gases ou que na combinação com outros podem formá-los é fundamental. Quem já está com o abdome distendido tem a opção de tomar remédios com indicação médica, fazer compressas de água quente na barriga ou partir para um tratamento com colonterapia (lavagem intestinal) e reequilíbrio da flora intestinal por meio de lactobacilos.


Redação Terra