1.21.2010

OTITES (INFECÇOES DE OUVIDO)


OTITES
Infecções de ouvido (otites) são muito comuns e afetam principalmente as crianças.

A criança não para de chorar, principalmente de noite, geralmente no decurso de uma virose de vias aéreas superiores (gripes ou resfriados), fica sem apetite, abatida e com febre. Na maioria das vezes, crianças com este quadro têm inflamação nos ouvidos (otite).

Classificação
De acordo com o tempo de evolução:
aguda (curto tempo)
crônica (longo tempo)
De acordo com a localização:
externa (inflamação do ouvido externo)
média (inflamação do ouvido médio)
Os ouvidos, conforme esquema abaixo, se situam nos ossos temporais, nas laterais do crânio. A parte externa vai do pavilhão (orelha) até a membrana timpânica. A porção média se comunica com as vias aéreas superiores através da tuba auditiva. O ouvido interno é formado pela cóclea, responsável pela audição, e pelo labirinto, responsável pelo equilíbrio.


Corte esquemático de ouvido

As otites são a causa mais comum de perda de audição em crianças. Uma vez resolvido o problema, a audição geralmente volta ao normal. Audição infantil diminuída é problema sério, principalmente em relação ao desenvolvimento intelectual, aquisição de linguagem e aprendizado.

Otites externas
Consiste na inflamação da pele do ouvido externo, geralmente muito dolorosa, principalmente quando se toca no ouvido. Quase nunca se acompanha de febre. Às vezes há inchaço ou vermelhidão visíveis do conduto auditivo externo e do pavilhão auricular (orelha).

A causa geralmente é excesso de umidade (em pessoas que nadam muito, por exemplo) ou o uso de hastes flexíveis com algodão. Note que não há necessidade de limpar os ouvidos, eles são auto-limpantes, além do que cera não é sujeira. O cerume existe como medida de proteção aos ouvidos.

Otites médias
Trata-se de inflamação da mucosa do ouvido médio, geralmente com acúmulo de secreção catarral ou pus no seu interior. É patologia bastante dolorosa e mais comum em crianças com obstrução de vias aéreas superiores (gripe, sinusite, rinite alérgica, hipertrofia de amígdalas e adenóides).

Geralmente acompanhada de febre. A olho nu não se nota qualquer alteração externa nos ouvidos. Raramente há dor à compressão dos ouvidos.

Tratamento
Nas otites agudas geralmente se usa antiinflamatórios e antibióticos, de acordo com a causa, infecciosa ou não.

Nas otites externas, gotas otológicas e curativos com aspiração podem ser necessários. Durante o período agudo deve-se evitar natação.

Nas otites médias é necessário descongestionar as vias aéreas superiores.

Nas otites médias crônicas o tratamento é geralmente cirúrgico.

Tuba auditiva
A tuba (antigamente denominada trompa de Eustáquio) é a estrutura tubular que liga os ouvidos médios às vias aéreas superiores. A principal razão de crianças terem mais otites médias é apresentarem tuba mais horizontal que adultos.


Cortes esquemáticos de ouvidos (adulto e infantil).


Cortes esquemáticos de ouvidos (adulto e infantil).

Otites médias crônicas
supuradas (saída de secreção catarral ou purulenta dos ouvidos)
não supuradas (não há saída de secreção pelos ouvidos)
Em ambos os casos há diminuição da audição. Nas otites supuradas, a membrana timpânica geralmente está perfurada.

Fonte: www.pavan.med.br

OTITES
Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica.

Como é o ouvido?
O ouvido, órgão com a função de audição e equilíbrio, possui três divisões. A primeira, a orelha externa compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestidos por pele, que termina na membrana chamada tímpano. Sua função é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até o ouvido médio. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (osso que faz parte do crânio) e contêm três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que amplificam o som que chega à membrana timpânica para a parte mais interna do ouvido, o labirinto. No ouvido médio também se localiza a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que estabelece ligação com o nariz (fato importante na origem da otite média) e que é utilizada para igualar a pressão do ar entre a ouvido médio e o ambiente externo (por isso quando descemos a serra bocejamos ou deglutimos para "desentupir" o ouvido). O labirinto possui uma parte destinada a percepção dos sons, chamada de cóclea, e à conversão das ondas sonoras para estímulos elétricos que serão levados até o cérebro, e outra que contribui para o equilíbrio do corpo.

A infecção da orelha externa é chamada otite externa e do ouvido médio é chamada otite média.

Otite externa
A otite externa é mais comumente causada por bactérias ou fungos. Na maior parte das vezes, eles penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato freqüente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.

Ocorre uma dor intensa e diminuição da audição. Em alguns casos, podem aparecer secreção e coceira. O diagnóstico é feito considerando os sintomas e por meio do exame otológico que permite visualizar o interior do ouvido.

O tratamento da otite externa inclui analgésicos. Antibióticos e antifúngicos são usados como medicação tópica (gotas). Calor local ajuda a aliviar a dor e, no caso de haver coceira, aspirar a secreção pode ser a conduta indicada.

Otite média
A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores. Segundo um estudo epidemiológico, aos 12 meses de idade cerca de 2/3 das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de Otite Média Aguda (OMA), e aos 3 anos cerca de 46% já tiveram 3 ou mais episódios de OMA. Além disso, o estudo mostrava haver dois picos de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade (pico mais importante) e entre 4 e 5 anos de idade. Mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.

A otite média aguda é uma infecção por bactérias ou vírus, que provoca inflamação e/ou obstruções e que se não for tratada pode levar à perda total da audição. Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou infecções respiratórias.

Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à ruptura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).

Os principais sintomas são, portanto, a dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite e secreção local. O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio.

O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode leva mais tempo para voltar ao normal. Se a perda auditiva não regredir, pode ser sinal de secreção retida atrás do ouvido médio, que será retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano. O tímpano geralmente se regenera espontaneamente.

Vacinas contra o Haemophilus influenza e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amigdalite. Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

Otite média serosa
A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória (serosa). Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico, com resolução espontânea, e ocasionalmente cirúrgico, com a colocação de "tubinhos" de ventilação.

Otite média crônica
A otite média crônica se caracteriza por uma história mais arrastada, com duração de 3 meses ou mais. É a principal responsável pela queda da audição em crianças e, conseqüentemente, do aprendizado. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano, como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de secreção (pus).

As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreversíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenas massas, os chamados colesteatomas, que passam a invadir o ouvido médio causando grandes complicações. O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água e até mesmo o tratamento cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente tentar recuperar a audição que restou daquele ouvido.

Recomendações e prevenções das otites
- Evite o uso de cotonetes, pois podem retirar a cera protetora do ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo ou até mesmo machucá-lo;

- Utilize protetores macios para evitar a entrada de água quando for nadar;

- Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para bebês e crianças pequenas;

- Nunca amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos em sua tuba auditiva que predispõe infecções;

- Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido;
- Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha macia enrolada na ponta do dedo;

- Cuidado com a automedicação e não siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido(leite de peito, ervas, azeite não devem ser colocados dentro do ouvido);

- Procure atendimento médico sempre que apresentar dor de ouvido, coceira intensa ou diminuição de audição.

Fonte: www.guiamedicogo.com.br

OTITES
Otite é um termo médico utilizado para indicar uma infecção de ouvido. Para entendermos este assunto, temos que pensar que o homem possui três divisões deste órgão adaptado para a audição e equilíbrio.

A primeira, chamada de orelha externa, é constituída pelo pavilhão auricular e conduto auditivo externo, revestida de pele e que termina junto a membrana do tímpano, realizando a função de localização da fonte sonora, amplificação e condução do som até a segunda porção do ouvido, a orelha média. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (que faz parte do crânio) contendo na espécie humana, três pequenos ossículos articulados entre si (martelo, bigorna e estribo), que amplificam o som que chega na membrana timpânica e desta para a parte mais interna do ouvido, o labirinto.

A orelha média possui uma ligação com a parte mais superior da faringe (rinofaringe), logo atrás do nariz, chamada de tuba auditiva, utilizada para igualar a pressão do ar entre a orelha média e o ambiente (exemplo disso quando descemos a serra e temos que bocejar e deglutir para "desentupir" o ouvido). A terceira porção do ouvido, o labirinto, possui uma parte destinada a percepção dos sons (labirinto anterior ? cóclea) e outra para contribuir com o equilíbrio corporal (labirinto posterior ? vestíbulo) estabelecendo várias ligações com o sistema nervoso central.

De acordo com as determinadas partes afetadas, teremos cada tipo de otite.

OTITE EXTERNA
Otite externa é caracterizada pelo acometimento da pele que recobre esta porção do ouvido. A causa mais comum é a infecção por bactérias, desencadeada por traumatismos nesta pele, a saber: lavagens de ouvido e corpos estranhos inseridos no conduto (cotonete, grampo, palito de fósforo, grãos). Também é muito comum ocorrer após mergulhos em águas, doce e salgada contaminadas (praia, piscina). Em geral se manifesta com dor (otalgia), secreção no conduto e abafamento do som.

Seu tratamento é feito com medicação tópica (gotas auriculares), proteção do ouvido durante o banho (para evitar entrada de água), evitar novos traumatismos (cotonete, etc.) e analgésicos. Em geral após alguns dias o quadro já regrediu, porém em casos especiais, principalmente pessoas de idade avançada e diabéticos, a doença pode se "alastrar", necessitando de antibióticos orais e até endovenosos.

Outro agente muito comum a infectar a orelha externa são fungos, causando prurido e dor. Seu tratamento consiste em aspiração da secreção por um médico especializado e gotas tópicas específicas.

OTITE MÉDIA
A otite média se apresenta de três principais maneiras: aguda, crônica e serosa.

A otite média aguda tem início recente e representa em geral uma complicação de uma infecção de vias aéreas. Seus principais agentes etiológicos, vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro da orelha média. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à rutura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).

O tratamento consiste em antibióticos (em geral por via oral), analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos. O quadro de dor e febre tende a melhorar com 2 a 3 dias. Já a audição pode demorar até 60 dias para retornar ao normal (tempo para reabsorver toda secreção presente no ouvido médio) ou até mesmo não retornar ao normal por lesão nos ossículos.

Acontece em qualquer idade mas é muito mais comum em crianças por apresentarem uma tuba auditiva mais curta e larga, facilitando a propagação dos germes. Uma medida muito simples, mas de enorme valia na prevenção de otites é não permitir que as crianças recebam suas mamadeiras deitadas, porque essa posição facilita o refluxo de leite pela tuba auditiva até a orelha média causando assim uma otite.

A otite média crônica se caracteriza por sua história arrastada. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de purgação (otorréia ).

As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreverssíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenos "tumores" (sensu lato ? não são canceres!!!) chamados colesteatomas e que passam a invadir a orelha média causando grandes complicações. O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água até o tratamento definitivo que é cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente recuperar algum resquício de audição daquele ouvido.

A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória na orelha média. Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva e inflamações nasosinusais, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico e/ou cirúrgico. (a cirurgia de colocação de tubo de ventilação é uma das mais realizadas no mundo!!!).

INFECÇÃO DA ORELHA INTERNA ("LABIRINTITE")
Diferentemente do termo popularmente difundido na população, a labirintite infecciosa é uma doença rara, e denota a presença de germes dentro da orelha interna (labirinto) e constitui quadro de grande preocupação devido a proximidade do sistema nervoso central.

Em geral é acompanhada de outros graves problemas como meningites e septicemia tendo seu tratamento em ambiente hospitalar. Pode muitas vezes resultar de uma complicação de uma otite média crônica, principalmente quando temos a presença de um colesteatoma, demonstrando a grande importância de seu correto tratamento.

As grandes dificuldades no correto tratamento das otites consistem na despreocupação do paciente em seguir recomendações simples (como evitar entrada de água no ouvido ou ainda abolir o uso de cotonetes) e na automedicação.

Esta última em geral é incorreta, ineficiente e deletéria porque pode não só atrasar a procura de um serviço médico, como também dificultar o diagnóstico e ainda o tratamento por criar germes resistentes.

Assim sendo, cuide de seu ouvido e procure sempre um médico otorrinolaringologista que é o profissional treinado para corretamente atendê-lo.

Fonte: www.otorrino.unifesp.br

OTITES
Otite é o nome que se usa para os processos inflamatórios do ouvido. O ouvido normal de um cão não apresenta odor e a quantidade de cerume é bem pouca.

Os sinais de alteração, normalmente, são: coçar ou esfregar o ouvido no chão, balançar a cabeça ou pendê-la para um dos lados, chorar ou tentar morder quando tentamos acariciar o animal perto da orelha, cheiro desagradável nos ouvidos e excesso de cera. As otites mais profundas, denominadas internas, podem afectar o equilibrio do animal e o sinal mais evidente é o andar com a cabeça inclinada para o lado do ouvido afectado.

As causas da otite são várias:
Infecciosa
Causada por bactérias e, geralmente, acompanhada de pus. Às vezes, torna-se difícil de ser tratada e necessita de exames complementares como colheita da secreção para análise e determinação do tipo de microrganismo e antibiótico que deve ser usado (cultura e antibiograma).

Esses tipos de otite, quando "mal curadas", levam o animal a desenvolver um quadro crónico e cada vez mais difícil de ser resolvido.

Parasitária
Causada por ácaros (sarna) É muito comum encontrarmos excesso de cera de o cão coça muito as orelhas.

Causada por fungos: é similar à otite bacteriana, mas o tipo de agente é outro.

seborreica por excesso de produção de cera. Alguns cães produzem muito cerume e o mesmo não é eliminado. O acúmulo do material vai causar fermentação, o que leva ao mal cheiro e posterior inflamação dos ouvidos..

predisposição racial; raças que tem orelhas longas e peludas tem maior probabilidade de terem otite.

Orelhas caídas abafam os ouvidos e não permitem a circulação do ar, condição que favorece a multiplicação de bactérias. O excesso de pêlos que algumas raças apresentam dentro dos ouvidos é outro factor predisponente. Os pêlos formam um tampão e impedem a entrada de ar e saída da cera. A remoção do excesso de pêlos dentro dos ouvidos deve ser feita pelo veterinário, com a frequência que se achar necessária.

A limpeza dos ouvidos pode ser semanal ou junto com os banhos. Não usar cotonetes ou medicamentos, pois pode haver irritação e inflamação com esses procedimentos.

Fonte: www.hospvetprincipal.pt

OTITES
OTITES EXTERNAS AGUDAS


Em otites externas agudas o paciente apresenta história recente de mergulho ou natação ou então traumatismo após uso de cotonete para limpar as orelhas.

Ao fazermos um deslocamento da orelha pode-se provocar a dor. Em geral o ouvido está inchado e as vezes pode-se ver secreção amarela ou esverdeada que sai do ouvido.

O paciente deve ser avaliado e tratado pelo otorrino e como orientação não pode molhar o ouvido afetado por 3 (três) semanas.

Pode se evitar o problema com o uso de tampões de ouvidopara natação (há diversos no mercado) e não manusear os ouvidos.

Fonte: www.xavierferreira.med.br

OTITES
As otites podem ser localizadas no conduto auditivo externo ou no ouvido médio. As otites externas têm como agentes etiológicos mais comuns o estafilococos e o estreptococos.

As otites médias agudas tem como agente etiológico mais comum o pneumococo, seguido do Haemophylus influenzae e Moraxella catarralis. Na miringite bolhosa considerar etiologia virótica ou por micoplasma.

II. Critérios de exclusão
Otites no paciente imunodeprimido.

III. Histórica clínica
Início dos sintomas
Sintomas gripais associados: obstrução nasal, coriza, tosse
Episódios anteriores de otites, uso de medicamentos profiláticos
Sintomas de comprometimento do estado geral
Relato de otorréia
Cirurgias otrrinolaringológicas anteriores
Uso atual de antibioticoterapia
IV. Diagnóstico
A. Otite externa
Otalgia exarcebada pela manipulaçào do pavilhào auricular ou do tragus e pela mastigaçào e/ou sucção

Sinais inflamatórios e presença de secreção no conduto auditivo externo

Nas formas graves podemocrrer hipertermia e linfadenite pré auricular

Excluir a presença de otite média e mastoidite. Solicitar avaliaçào do especialista para tal se necessário

B. Otite média aguda
O diagnóstico da OMA baseia-se no conjunto de achados à otoscopia associados aos sintomas clínicos ( febre, irritabilidade, otalgia e outro sinais inespecíficos)

A otoscopia deve ser realizada com uma boa iluminação e com espéculo adequado ao conduto da criança. A presença de cerume pode ser um obstáculo a uma boa otosccopia, podendo ser necessário a sua remoção.

Achados da otoscopia:
Abaulamento. é o sinal mais importante, apresentando uma sensibilidade de 67%.
Perda da transparência
Presença de vasos radiais
Alterações da cor: hiperemia, cor amarelada ou esbranquiçada.
Nível de líquido visualizado com a criança sentada
Presença de otorréia
Ausência de triângulo luminoso: tem pouco valor
Imobilidade da membrana timpânica à pneumo-otoscopia
A otoscopia é um exame sabidamente difícil e passível de dúvidas. Em caso de dúvida, poderá se optar por reavaliar o paciente no dia seguinte ou solicitar o parecer de um especialista.

C. Miringite bolhosa
Presença de bolhas na membrana timpânica que podem ter colorações variadas em função de seu conteúdo seroso ou hemorrágico. Elas podem romper-se, resultando em otorréia moderada.

D. Otite média aguda recorrente
· Três ou mais episódios de OMA em seis meses, com período de pelo menos três semanas sem infecção entre os diferentes episódios
· Quatro ou mais episódios de OMA em um ano

E. Otite média secretora
A OMS pode ser definida como presença de coleção líquida na orelha média com membrana timpânica íntegra e persistência por mais de três meses. O tratamento pode ser cirúrgico com a colocação de tubo de ventilação. O uso de antibioticoterapia e corticoterapia é discutível.

Devemos lembrar que a efusão na orelha média faz parte de história natural de uma OMA tratada adequadamente: aproximadamente 70% das crianças terão fluido na orelha média por duas semanas; 50% por um mês; 20% por dois meses e 10% por até três meses, apesar da terapêutica adequada. Portanto, quando for detectado fluido na orelha média em crianças assintomáticas em consultas de segmento para OMA, a administração de mais um período de antibiótico é desnecessária.

V. Tratamento
A. Otite externa
remoção de secreções
Antibiótico tópico (neomicina ou polimixina)
Corticosteróides:
dermatite seborréica no conduto
eczema no conduto
eventualmente associado a antibiótico para resolução do processo inflamatório
OBS: Nos casos graves, colher exame bacteriológico e iniciar antibioticoterapia sistémica

B. Otite média aguda
Sintomático
analgésico (dipirona ou paracetamol)
calor local
tratamento da obstrução nasal (vaporização e soro fisiológico nasal)
Antibioticoterapia
1a escolha
Amoxicilina (40mg/kg/dia de 8/8 horas durante 10 dias)

Sulfametoxazol + trimetropim (30 + 6 mg/kg/dia de 12/12 horas por 10 dias) em casos de alergia a amoxicilina

2ª Escolha
São indicados quando se caracteriza falha terapêutica (persistência dos sintomas após 72 horas do início da terapia antimicrobiana), quando há recorrência da OMA em um período menor que trinta dias, ou quando há a suspeita de germe resistente ao antibióticos de primeira escolha.

Amoxicilina em doses elevadas (70 a 80 mg/kg/dia) durante 10 dias.

Amoxicilina + clavulanato: 40 a 80 mg/kg/dia de 8/8 horas durante 10 dias.

Cefuroxima: 30/mg/kg/dia BID 10 dias

Claritromicina: 15mg/kg/dia BID 10 dias

Azitromicina: 10 mg/kg/dia MID no 10 dia e 5 mg/kg/dia do 20 ao 50 dia

3ª Escolha
Cefpodoxima (10 mg/kg/dia BID, por 10 dias)
Clindamicina: 8 a 12 mg/kg/dia TID 10 dias
Ceftriaxona: 50 mg/kg/dia, IM, 1 a 5 dias
Recomendar controle de cura ao término do tratamento ou reavaliação em 48 a 72 horas se não houver remissão dos sintomas.

C. Miringitite bolhosa
Realizar tratamento sintomático e em caso de suspeita de micoplasma, administrar macrolídeos.

VI. Critério usados para manter o paciente em observação e para internação
Manter em observação apenas para controle da hipotermia e da dor. Só haverá indicação para internação caso suspeita-se de sepse.

Fonte: www.geocities.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Não sei mais o que fazer com esta doença na minha vida. Já fiz cirurgia de mastoidecyomia radical, em 2001, mas de 10 anoa pra cá, vivo no antibioótico em gotas, e via oral, e não tem jeito.

Anônimo disse...

Minha filha de 1ano tem e ja tomou remedios caseiros e antibioticos e persiste a doença.nao sei mais o que fazer.