8.01.2013

Mecanismo pode aumentar resistência a químio e radioterapia

Experiência em roedores mostrou maior regeneração do trato intestinal.
Descoberta de efeito de proteína foi publicada na 'Nature'.

Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicaram nesta quarta-feira (31), na revista “Nature”, estudo que detalha um mecanismo pelo qual o corpo pode ser menos impactado por altas doses de quimioterapia e radioterapia, por meio do estímulo a células-tronco que regeneram o trato intestinal.
A partir de experiências com roedores, os pesquisadores verificaram que, ao estimular uma proteína chamada SLIT2 e fazer com que ela se ligue a uma molécula das células-tronco intestinais, denominada ROBO1, isso aumentaria a capacidade de regeneração do sistema gastrointestinal e reduziria danos sofridos nesse sistema causados pelo tratamento de combate ao câncer.

De acordo com um dos autores da investigação científica, Jian Guo Geng, professor associado do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Michigan, as células epiteliais do sistema gastrointestinal e da medula óssea são os dois sistemas do corpo humano mais afetados por tratamentos de combate ao câncer.

Eles se regeneram sozinhos e de uma maneira mais rápida em comparação a outros sistemas biológicos. No entanto, tal característica os torna mais vulneráveis aos efeitos da quimioterapia e da radioterapia.

Isso explica, por exemplo, porque os principais efeitos secundários desses tratamentos incluem diarreia, prisão de ventre, náusea, vômito, além de doenças sanguíneas.

Testes em roedores
Segundo o estudo, os testes apontaram que todos os camundongos que receberam doses letais de quimioterapia e radioterapia, e não tiveram estimuladas tal proteína, morreram após o tratamento.

No entanto, entre 50% e 75% dos roedores que tiveram a estimulação da proteína no sistema gastrointestinal sobreviveram às mesmas doses do tratamento de combate às células cancerígenas.

Geng acredita que em alguns anos será possível criar uma maneira de fazer os seres humanos tolerar doses letais de quimioterapia e radioterapia. Desta forma, o câncer na fase metástase poderá ser erradicado durante uma terapia considerada intensiva.

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