10.23.2017

José Dirceu, exclusivo para o 247: o que querem os militares?


Por José Dirceu, para o 247 
É hora de dialogar com os militares. Há anos Bolsonaro faz proselitismo nas escolas e entre os oficiais. Vamos lembrar que ele foi eleito pela primeira vez defendendo os salários e as condições de trabalho das Forças Armadas. Depois evoluiu para uma plataforma anticomunista e antipetista, saudoso da ditadura e defensor da tortura, homofóbico, machista e violento. Fez história no parlamento por suas bravatas e ameaças, infelizmente toleradas pela maioria dos deputados.
Agora, caminhamos para ter novos candidatos e atores políticos oriundos da caserna. Destacam-se Mourão e Heleno, ambos generais como o comandante Villas Bôas, que depois de uma fala no Senado - quando expôs um projeto de desenvolvimento nacional, natural em se tratando das Forças Armadas, dos militares - escorregou ao, na prática, apoiar a fala de Mourão favorável à intervenção militar, nome medroso para golpe e ditadura militar.
O que determina e o que expressa hoje o ativismo político entre militares de alta patente? Que sentido teriam as Forças Armadas brasileiras se não defendessem um projeto de nação, de desenvolvimento, a soberania nacional, o pré-sal, a Amazônia, a Amazônia Azul, a indústria de defesa nacional, nossas fronteiras, nosso papel na América do Sul? Nenhum! Seriam apenas polícias a serviço de facções que detêm ou disputam o poder.
Não devemos esquecer a história: é obrigação de quem se diz de esquerda e/ou nacionalista.
Nossos militares fundaram a República e a retomaram em 1930. Governaram com Getúlio, chefe da revolução, presidente constitucional e ditador no Estado Novo. Depois o derrubaram em 1945, mas não eram um partido único e unificado. Nas décadas de 20 e 30 eram, em sua maioria, apoiadores da Velha República. Os tenentes se levantaram em armas e forjaram uma hegemonia em aliança com os civis, que representam a nova e nascente burguesia industrial e agrária. Para simplificar, é óbvio.
Reflexo da disputa na sociedade e no mundo, dividiram-se entre nacionalistas, estatistas e entreguistas privatistas, entre industrialistas e agraristas - estes sempre ligados aos Estados Unidos e à “vocação” agrária do Brasil. Uma bobagem, como a que ouvimos hoje a respeito da inevitabilidade da adesão do Brasil à hegemonia norte-americana e à austeridade.
Também houve uma segunda divisão entre os germanistas (pró-fascistas) e os americanistas (pró-democracia), de novo para simplificar.
Getúlio, que tinha noção e consciência nacional, negociou a entrada do Brasil na guerra ao lado dos aliados em troca do Brasil de hoje, do binômio aço e energia, pavimentando a fundação da Petrobras, da Eletrobrás e do BNDES. Daí o ódio de nossos liberais de araque - que hoje são banqueiros e financistas e vivem do sangue do povo.
Lênin dizia que o socialismo era aço+energia+soviets. Getúlio sabia que o Brasil só seria uma nação independente se industrializado e soberano, capaz de financiar seu desenvolvimento e dominar suas riquezas, começando pelo seu mercado interno e sua cultura, a educação e a ciência.
Divididas, as Forças Armadas participaram e foram decisivas nas disputas políticas do país entre 1946 e 1964. Suas facções reacionárias e ligadas à direita udenista (pró-américa do norte) tentaram dar golpes em 54, 55, 57 e 61, exigindo maioria absoluta, que não era constitucional, para Getulio tomar posse. Também tentaram impedir a posse de JK. Lott deu um contragolpe e empossou, na prática, JK. Mais adiante, as Forças Armadas tentaram impedir a posse de Jango em 61, que depois renunciou. Por fim, deram o golpe em 64.
Um ponto que merece atenção: após o golpe, expurgaram das Forças Armadas milhares de oficiais e suboficiais democratas, nacionalista, comunistas. Bastava não ser reacionário e de direita para ser expulso. O resto é história e todos nós sabemos como foi a ditadura, seus crimes, a corrupção - como nunca se havia visto e encoberta pela censura e a repressão.
Mas atenção. Há vida inteligente nas Forças Armadas, seja de direita ou não, mas há. Há ainda seu DNA: sem projeto de nação e de soberania, elas perdem sua razão de ser e se transformam em polícia ou guarda pretoriana de presidentes e ditadores civis, como aconteceu em diferentes países.
Não vamos esquecer que o sucessor de Getúlio, em 1946, foi Dutra, que com ele governou durante todo o Estado Novo. E só foi eleito porque tinha o apoio de Getúlio. Mudou totalmente a política econômica entregando-se às diretrizes do império do norte e depois entregou o poder ao mesmo Getúlio - agora eleito democraticamente - nacionalista e carregado pelo povo até o Catete.
Na ditadura de 64 predominou, no início, a famosa “Sorbonne”, a Escola Superior de Guerra e seu ideólogo, Golbery de Couto e Silva, sua geopolítica e projeto de nação. Não é por nada que nossa direita, sempre quando pôde, atacou Geisel e seu II Plano de Desenvolvimento, que consolidou nossa indústria de base, sua política externa e o rompimento do acordo militar com os Estados Unidos, posterior ao Acordo Nuclear com a Alemanha.
É claro que era uma ditadura e nós lutamos contra ela, inclusive de armas nas mãos. Os entreguistas de direita, não. Esses apoiaram e sustentaram o regime ditatorial enquanto ele servia a seus interesses e riqueza. E ainda hoje sustentam qualquer tiranete ou usurpador, desde que continue a sangria dos juros altos e do rentismo. Realidade cada dia mais clara, apesar de censurada pela mídia monopolista.
A questão militar esteve sempre presente. Foi assim de 1889 a 1985. Ficou submersa nos últimos 30 anos nas casernas, nas escolas militares, nos serviços de inteligência das Forças Armadas, na Escola Superior de Guerra renovada, nas ações internas e externas - como a missão no Haiti e a presença dos militares na Amazônia - e na Indústria de Defesa Nacional.
O que nós de esquerda devemos perguntar aos militares é a quem eles querem servir: ao povo e à nação ou à facção financista e rentista que assaltou o poder? Que rasgou a Constituição e o pacto social e que destrói, dia a dia, a soberania nacional, entregando de mão beijada para o capital externo nossas empresas - estatais ou não -, nossas riquezas minerais, nossas terras férteis.
Um arranjo golpista que destrói nossa cultura e estado de bem-estar social e é incapaz de manter a ordem e a segurança pública - até porque sem crescimento, emprego, distribuição de renda e bem-estar social isso é impossível.
Não devemos nos assustar com fala de Mourão e Heleno, com a reação apaziguadora de Villas Bôas e com o silêncio dos covardes. Devemos travar o combate político e de ideias.
Só mesmo ingênuos ou cegos poderiam acreditar que não haveria politização das Forças Armadas no quadro de decomposição do Congresso Nacional - que deu o golpe e colocou no poder a camarilha do Temer – e de uma Suprema Corte incapaz de cumprir a Constituição e de deter o estado policial que setores do MPF e da magistratura, a pretexto de combater a corrupção, impuseram ao país com o beneplácito e a cumplicidade do próprio STF. E com instigação da mídia, a mesma que, como ontem, hoje se joga de corpo e alma no golpe e que, amanhã, atribuirá toda a culpa deste crime histórico aos Moros e Deltans da vida.
Eles - os ricos e os donos do poder, do dinheiro e da informação – são os verdadeiros responsáveis pela tragédia por que passa a nação brasileira.
Outra indagação aos militares, que devemos sempre destacar, difundir e propagar, é se eles cumprirão com o sagrado dever de defender a pátria, a nação e a Constituição ou se serão guiados pelos gritos histéricos de um Bolsonaro. Ou, ainda, se eles aceitarão, mais uma vês, ser engabelados por um novo demagogo da estirpe de João Doria.  
Deixarão seguir a marcha insensata e traidora da venda do patrimônio nacional, do rebaixamento do Brasil a um país alienado aos Estados Unidos, sem futuro e sem esperança, ou retomarão o fio da história em defesa de um projeto de nação, com o povo em primeiro lugar, em defesa de nossas riquezas e, inclusive, do povo armado que deve ser as Forças Armadas?
Ou há disciplina e hierarquia nas Forças Armadas, com elas servindo ao poder civil e à Constituição, ou haverá luta, divisão, facções, com disputa dentro delas e por elas. É o que nossa história nos ensina. Não nos iludamos para não sermos pegos de surpresa e servir aos desígnios dos que usam e abusam dos militares para seus próprios fins e não aos da pátria.

MINAS GERAIS DÁ RESPOSTA AO GOLPE! Lula dispara em pesquisa para Presidente e Pimentel abre vantagem pro governo


Do Cafezinho
Lula e Pimentel na liderança em Mina. Pesquisa do instituto Quaest mostra que Lula lidera com folga intenção de voto dos mineiros para presidente; para o governo do Estado, Pimentel está na frente, mas tecnicamente empatado com Anastasia
Levantamento realizado pelo instituto Quaest Pesquisa e Consultoria em Minas Gerais, entre os dias 1 e 4 deste mês, mostra o ex-presidente Lula (PT) na liderança isolada da intenção de voto dos mineiros para presidente.
Para o governo de Minas, o governador Fernando Pimentel (PT) lidera a pesquisa, mas acompanhado de perto pelo senador e ex-governador de Minas, Antônio Anastasia (PSDB).

Para as duas cadeiras do Senado que os mineiros votarão no próximo ano, a preferência recai na ex-presidente Dilma Rousseff e no ex-governador Aécio Neves, mas em quadro ainda indefinido.

A pesquisa ouviu 2,2 mil eleitores de todas as regiões do Estado e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
Presidência

O levantamento mostra que o ex-presidente Lula tem mais que o dobro das intenções de voto do segundo melhor colocado na pesquisa, Jair Bolsonaro (PSC). O senador Aécio Neves (PSDB), que disputou o segundo turno na última eleição presidencial, ocupa o quinto lugar, atrás de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE).
A pesquisa foi feita com dois cenários: no primeiro, Aécio Neves seria candidato a presidente pelo PSDB, e, no segundo, o governador de São Paulo Geraldo Alckimin. Nos dois cenários, o quadro é praticamente o mesmo. Os tucanos na quinta colocação e uma liderança folgada de Lula sobre os demais candidatos.
A intenção de voto em Lula (37% no primeiro cenário e 36% no segundo) equivale, hoje, ao somatório do resultado obtido pelos três candidatos que o precedem na pesquisa, Jair Bolsonaro, Marina Silva (REDE) e Ciro Gomes (PDT), que juntos somam 35% dos votos nos dois cenários.
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Lula tem desempenho acima da média entre os mais pobres e menos escolarizados e empata com Bolsonaro no grupo com renda acima de 5 salários e nível superior de ensino. Entre os que estudaram até o ensino fundamental, 48% votariam no ex-presidente; entre os que têm ensino superior, esse índice cai para 23%. Jair Bolsonaro apresenta tendência inversa: tem 8% das intenções de voto entre os que estudaram até o fundamental, alcançando 21% entre os eleitores
Governo de Minas
Para o governo de Minas, o que mais chama a atenção na pesquisa não é o desempenho dos candidatos, mas a soma das intenções de votos branco, nulo, indefinição ou abstenção, que somam 51% num primeiro cenário e 45% num segundo, o que impede qualquer previsão sobre a eleição do próximo ano.
Os dois cenários são com e sem o representante do PSDB, o Senador Anastasia.
No cenário sem o senador tucano, Pimentel tem hoje o dobro das intenções de voto do segundo melhor colocado na pesquisa, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB). No cenário com Anastasia, Pimentel tem 19% e o tucano, 16% das intenções de voto, ou seja, estão tecnicamente empatados em função da margem de erro.
No cenário que inclui Antônio Anastasia como candidato pelo PSDB, o atual governador tem seu melhor desempenho entre os mais pobres e menos escolarizados, e empata com Anastasia nos demais segmentos. Entre os que estudaram até o ensino fundamental, 22% votariam no petista; e entre aqueles com ensino superior, esse índice cai para 16%.
Anastasia tem 15% do voto entre os que estudaram até o fundamental e 16% entre aqueles com ensino médio. O padrão é o mesmo para renda

Voce sabe o que é Auto-hemoterapia?

AUTO-HEMOTERAPIA

É um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo.

A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo.
As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sanguíneos são combatidas pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados patológicos ou pelo menos, abrandá-los. No caso particular das doenças auto-imunes a autoagressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é desviada para o sangue aplicado no músculo, melhorando assim o paciente.
Ela atinge nosso organismo assim:
Muitos pesquisadores consideram a hepatite C como a "epidemia do século". Na verdade ela infecta cinco vezes mais pessoas que o HIV, o vírus da AIDS. Cerca de 3 a 4 % da população mundial está infectada no planeta e dados da Organização Mundial de Saúde mostram que no Brasil entre 2,5 a 4,9% da população está contaminada pelo HCV ( vírus da hepatite C) e a maioria não sabe do diagnóstico.Em 80% dos casos a doença evolui para a forma crônica sem sintomas e assim pode permanecer nos primeiros 10 anos. Na segunda década cerca de 25% estão com cirrose que pode evoluir para o câncer em 4 a 5% dos pacientes.
A hepatite C é transmissível principalmente pelo sangue e seus derivados e se disseminou intensamente pelas transfusões de sangue nas décadas de 1970 e 1980 ,quando ainda não se fazia obrigatoriamente a sorologia anti HVC. A sorologia foi descoberta em 1989 e a obrigatoriedade nos bancos de sangue somente chegou em 1992.
A terapia convencional produz efeitos sustentados em no máximo 40% dos casos , dependendo do genótipo e sub tipo do vírus. Atualmente surgiu um novo medicamento , o Pegasys ( Peginterferon alfa-2a) que promete elevar o sucesso para 60 % dos casos.
Em 1986, época que se falava em hepatite não A e não B o sucesso com o interferon era da ordem dos 12%. Em 1998 com o aumento das doses do interferon e a associação com a ribavirina o tratamento alcançou a eficácia dos 40%. Agora com a chegada do interferon peguilado de 40kDa (40 kilodaltons) o Pegasys este percentual para o genotipo I é de 50% e para o genotipo 2 e 3 atinge os 75% , sempre em associação com a ribavirina.
Os principais grupos de risco são formados por pessoas que receberam transfusão e hemodiálise antes de 1994, os usuários de drogas que compartilharam seringas e agulhas e aqueles com tatuagens ou piercing. A transmissão é muito baixa por sexo e impossível por contato corporal, objetos e leite materno. Entretanto os equipamentos de dentista, barbeiros e manicure devem ser corretamente esterilizados.
Na auto -hemoterapia não se deve usar frascos de vidro , re esterelizáveis, pois , na literatura médica já foram descritos 7 casos de transmissão de hepatite C com esse procedimento. Éimperioso o uso de material descartável , incluindo as bolsas de sangue , onde se faz a mistura do sangue do paciente com o ozônio.
Os efeitos benéficos da autohemoterapia são atribuídos aos antígenos presentes no sangue, os quais estimulam a produção de anticorpos quando o sangue é injetado no músculo ou no tecido subcutâneo. Esta explicação está de acordo com os trabalhos de Rosenow que constatou a presença de derivados das bactérias do foco de infecção na corrente sanguínea durante a fase ativa da doença .
È difícil encontrar trabalhos indexados sobre o uso da autohemoterapia, mas este procedimento já foi utilizado nas seguintes condições, com sucesso estatístico ignorado por nós:
Alcoolismo
Alergias
Artrite
Asma
Acne juvenil
Artrite reumatoide
Bronquite
Coréia
Colite ulcerativa
Diabetes melitus
Dermatose alérgica
Doença de Crohn
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Doenças mentais
Doenças pancreáticas
Doenças virais
Encefalite
Epilepsia
Enxaqueca
Esterilidade – ovário policístico
Esclerodermia
Esclerose múltipla
Gangrena por picada de aranha
Glaucoma
Herpes zoster
Herpes simplex
Hipertensão arterial
Iridociclite
Insuficiência vascular periférica
Infecção da cavidade bucal
Miastenia gravis
Pênfigo
Pneumonia
Poliomielite
Psoriase
Prevenção de infecção pulmonar no pós operatório
Prevenção de infecções cirúrgicas
Plaquetopenias
Púrpura trombocitopênica
Reumatismo
Úlcera de estomago

A técnica

A técnica consiste na prévia extração de sangue venoso do paciente com o alegado propósito terapêutico, seguida de sua [[injeção intramuscular(que pode ser ser no muscúlo do glúteo, coxa ou deltoide) na mesma pessoa, o que — segundo advertem oficialmente as autoridades sanitárias[7] e a comunidade científico-médica — pode ocasionar abscessos na pele, dores, edemas, hematomas, infecções, além de evoluir para quadros clínicos mais severos, como a coagulação intravascular disseminada, sangramento generalizado, entre outros efeitos.
O Parecer do Conselho Federal de Medicina – CFM sobre essa técnica afirma que a auto-hemoterapia, de acordo com o que se depreende da literatura, compreende vários procedimentos distintos, dentre estes a readministração do sangue estocado do próprio paciente. Outras modalidades de auto-hemoterapia descritas na literatura consultada são[8]:
  • Auto-hemoterapia propriamente dita - Sangue retirado da veia e administrado no músculo, sem qualquer adição de substância ou tratamento com radiação.
  • Auto-hemoterapia ocular (subconjuntival) - Administração subconjuntival de sangue retirado da veia do próprio paciente para tratamento de queimaduras, manchas e doenças com implicações dermatológicas.
  • Tampão sangüíneo peridural - Sangue retirado da veia e administrado por via peridural.
  • Auto-hemoterapia com sangue submetido à ação de certos agentes - Sangue retirado da veia e submetido à ozonização ou à irradiação UV, administrado por via intramuscular, intravenosa ou por infiltraç
Os que defendem a auto-hemoterapia dizem que a técnica estimula o aumento do percentual de macrófagos, aumentando também as defesas do organismo e eliminando as bactérias, os vírus, as células cancerosas (neoplásicas) e a fibrina, que é o sangue coagulado. Esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea se dá porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto há sangue no músculo, o Sistema Retículo Endotelial mantém-se ativado. Essa ativação máxima termina ao fim de cinco dias. A taxa normal de macrófagos é de 5% no sangue e, com a auto-hemoterapia (peridural), eleva-se para 22% durante cinco dias. Do quinto ao sétimo dia declina, voltando aos 5%. Daí a razão de recomendarem que a aplicação seja repetida de sete em sete dias. Segundo o médico Luiz Moura, o uso da auto-hemoterapia resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.[9]

Perigos, críticas e ilegalidade

A auto-hemoterapia na prática baseia-se em relatos de pessoas que garantem ter atingido a cura graças ao uso da auto-hemoterapia, os seus críticos da auto-hemoterapia apontam para a inexistência de estudos que demonstrem a sua eficácia e segurança.[13]
Segundo a legislação brasileira, apenas o médico especialista em hematologia ou hemoterapia (ou o profissional devidamente reconhecido para este fim pelo Sistema de Saúde) pode responsabilizar-se por procedimentos hemoterapêuticos.[15] irresponsável"[.
Considera-se que auto-hemoterapia seja um tipo de transfusão sanguínea autóloga (para si próprio), e assim, como qualquer outra transfusão, traz em si um risco,[15] seja imediato ou tardio, pelo que, deve ser criteriosa e competentemente indicada.
Defensores da auto-hemoterapia afirmam que, por trás do seu não reconhecimento, estariam interesses prejudicados da indústria farmacêutica, já que o tratamento com a auto-hemoterapia dispensaria o uso de diversos medicamentos. A classe médica também é prejudicada com o mesmo pensamento, já que alguns alegam corporativismo pois por ser uma ação simples e eficaz, estes perderiam potenciais fontes de renda.

Pesquisas

A auto-hemoterapia passou a ser defendida mais fortemente em 2004, quando o Dr. Luiz Moura publicou um artigo intitulado “Auto-hemoterapia”[24] no qual explica o funcionamento da técnica, faz um histórico e apresenta informações sobre a sua ação terapêutica. O artigo cita trabalho de pesquisa científica realizado pelo médico Jessé Teixeira - Complicações Pulmonares Pós- Operatórias Autohemotransfusão[25] e texto produzido pelo médico Ricardo Veronese sobre o tema - Imunoterapia: O impacto médico do século.[26] É mostrado também que a auto-hemoterapia foi tema de tese de doutorado em 1924, “A auto-hemoterapia nas dermatoses”, realizada pelo Dr. Alberto Carlos David na Universidade do Porto.[27]
Há uma confusão no Brasil sobre esses estudos, já que ainda que o estudo de Jessé Teixeira mostrasse benefício da técnica irrefutavelmente, o que não ocorreu, seria com o objetivo de tratar complicações pulmonares pós-operatórias exclusivamente. E sobre o estudo de Ricardo Veronese, este trata sobre a modulação do sistema imunológico com determinadas substâncias, sem relatar o uso da auto-hemoterapia. Não se sabe ao certo quem iniciou a divulgação no país de que a auto-hemoterapia seria eficaz para tantos problemas de saúde diferentes e díspares. O CFM respalda que por não ser uma paraciência, essa terapia pode ser testada, porém de todos os trabalhos disponíveis na base de dados Pubmed, do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano), considerada a maior base de dados médicos do mundo.




TUA SAÚDE

Benefícios da ocitocina no corpo


A ocitocina é um hormônio produzido no cérebro, que tem papel importante para facilitar o parto e a amamentação, mas também pode ser encontrada em farmácias, na forma de cápsulas, líquida ou em spray, como é o caso do Syntocinon, por exemplo, devendo ser utilizada somente segundo orientação médica.
Ela também é conhecida como hormônio do amor, devido ao seu papel para a melhora do humor, da interação social, diminuição da ansiedade e aumento da ligação entre parceiros. No homem, este hormônio é capaz de diminuir a agressividade, deixando-o mais mais amável, generoso e social, embora sua atuação seja muitas vezes bloqueada pela ação da testosterona. Saiba mais sobre os efeitos da ocitocina no homem.
Assim, as principais funções da ocitocina no organismo são:

1. Facilitar o parto

Devido a sua estimulação para a contração do útero, de forma ritmada, a ocitocina naturalmente produzida pelo corpo ajuda o trabalho de parto. No entanto, em forma de medicamento, ela é utilizada quando é preciso induzir o parto, em grávidas cujo parto não aconteceu no tempo previsto, como as com mais de 41 semanas de gestação ou quando está muito demorado.
Ela só deve ser utilizada com a indicação do obstetra, não podendo ser utilizada em outras ocasiões por mulheres grávidas, devido ao risco de abordo ou parto prematuro. 
5 benefícios da ocitocina no corpo

2. Auxiliar a amamentação

A ocitocina é produzida naturalmente pelo corpo da mulher, devido ao estímulo de sucção do bebê durante a amamentação. O hormônio sintético vendido em farmácias pode ser utilizada de 2 a 5 minutos antes de cada mamada ou antes da retirada do leite com a bombinha, se a mulher tiver dificuldades em amamentar ou se for mãe adotiva, auxiliando a amamentação e a ligação entre mãe e filho.

3. Melhorar as relações sociais

A ocitocina tem papel na melhora do convívio social, na percepção das expressões emocionais e sensibilidade, portanto, este hormônio parece ter efeitos positivos para ajudar no tratamento de pacientes com autismo e esquizofrenia, em casos indicados pelo psiquiatra. 

4. Ajudar a combater a depressão e ansiedade

Este hormônio pode adequar a expressão das emoções, diminuindo a sensação de estresse, além melhorar o humor e o convívio com as pessoas, podendo, em alguns casos, auxiliar o tratamento de pessoas com depressão, ansiedade intensa e com fobia social. Nestes casos, o uso da ocitocina também deve ser indicado pelo psiquiatra. 

5. Aumentar o prazer no contato íntimo

Acredita-se que a ocitocina tem função na melhora da libido e do desempenho sexual, agindo em conjunto com a testosterona, no homem, e a progesterona, na mulher, para a melhora do prazer e do interesse no contato íntimo, além de facilitar a lubrificação vaginal e o alcance do orgasmo. 
O contato físico, não somente sexual, mas também através de abraços e carinhos são formas de aumentar a ocitocina sem precisar de remédios. Veja outras formas de aumentar a ocitocina naturalmente
Mais sobre este assunto:

Aprovado medicamento para reprodução assistida

Reprodução Humana Assistida
Medicamento é nova alternativa para auxiliar mulheres que tentam engravidar com ajuda da reprodução assistida.
Por: Ascom/Anvisa

Um novo medicamento para auxiliar mulheres que querem ter filhos foi aprovado pela Anvisa. O produto é o Rekovelle® que tem como princípio ativo a substância deltafolitropina. O produto é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos, que são necessários para a existência de uma gravidez.
O hormônio folículo estimulante humano (FSH) estimula o ovário para o desenvolvimento, crescimento e maturação folicular, assim como a produção de esteroides gonadais em mulheres que não apresentam insuficiência ovariana primária, ou seja, que não estão na menopausa precoce.

Indicação da deltafolitropina 

O produto Rekovelle (deltafolitropina) foi aprovado com a seguinte indicação terapêutica: "Estimulação ovariana controlada para desenvolvimento de folículos múltiplos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA), como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)".

 

Como tomar delta folitropina e para que serve

A folitropina é uma substância que ajuda o corpo da mulher a produzir mais folículos maduros, tendo uma ação semelhante ao hormônio FSH que está presente naturalmente no corpo.
Dessa forma, a folitropina serve para aumentar o número de óvulos maduros produzidos pelos ovários, aumentando as chances de gravidez em mulheres que estão utilizando técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, por exemplo.
Este medicamento também pode ser conhecido com o nome comercial de Rekovelle e só pode ser adquirido com receita médica.
Como tomar delta folitropina e para que serve

Como tomar

A delta folitropina só deve ser usada com orientação e supervisão de um médico experiente no tratamento de problemas de fertilidade, uma vez que a dose deve ser sempre calculada de acordo com a concentração de alguns hormônios específicos no corpo de cada mulher.
O tratamento com Rekovelle é feito com uma injeção na pele e deve ser iniciado 3 dias após a menstruação, terminado quando existe um desenvolvimento adequado de folículos, o que normalmente acontece após 9 dias. Quando os resultados não são os esperados, e a mulher não consegue engravidar, este ciclo pode ser repetido novamente.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos secundários mais frequentes do uso de Rekovelle incluem dor de cabeça, náuseas, dor pélvica, cansaço, diarreia, tontura, sonolência, vômitos, prisão de ventre, homorragia vaginal e dor nas mamas.

Quem não deve usar

A delta folitropina está contraindicada para mulheres com tumores no hipotálamo ou na hipófise, cistos nos ovários, aumento do volume dos ovários, hemorragias ginecológicas sem causa aparente, insuficiência ovárica primária, malformações dos órgãos sexuais ou tumores fibróides do útero.
Além disso, este remédio também não deve ser usado em casos de câncer de ovário, útero ou mama, assim como em mulheres com hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula.
Mais sobre este assunto:

Anvisa reitera razões para proibir aditivos em cigarros

Substâncias têm um único objetivo: disfarçar o sabor do tabaco e, assim, facilitar a iniciação de adolescentes ao tabagismo.

Por: Ascom/Anvisa
Está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta (25/10), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4874, que questiona a legitimidade da Anvisa para a proibição do uso de aditivos nos produtos fumígenos derivados do tabaco.
Deve-se ressaltar que o que está em debate nesta ADI não é o banimento do cigarro, mas se a Anvisa, no estrito cumprimento de sua função legal, pode proibir que a indústria do tabaco utilize aditivos que têm um único objetivo: disfarçar o sabor do tabaco e, assim, facilitar a iniciação de adolescentes ao tabagismo. 
Tais aditivos têm tão somente a função de mascarar sabores, odores e sensações ruins em cigarros e outros produtos fumígenos, com o objetivo de fazer com que os usuários utilizem cada vez mais estes produtos.
Ao longo dos anos, o Brasil tem avançado no controle dos produtos fumígenos derivados do tabaco e também no combate ao tabagismo. Este avanço foi possível por meio da adoção de diversas medidas normativas, sendo uma das primeiras a Lei 9.294, de 15 de julho de 1996, que restringiu a propaganda e uso destes produtos.
Em 2003, o Brasil tornou-se signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS), cuja internalização no país ocorreu por meio do Decreto nº 5.658/2006. Esta Convenção, que conta atualmente com 181 Estados-Partes, objetiva a adoção de medidas conjuntas para o controle dos produtos derivados do tabaco e combate mundial ao tabagismo.
O Decreto estabelece a necessidade de se tomar medidas para combater a iniciação e apoiar a cessação do consumo do tabaco e reforça que estas ações sejam embasadas em provas científicas, tendo por objetivo a redução do tabagismo.
O Brasil e os demais países que aderiram ao CQCT firmaram o compromisso que “não se justifica permitir o uso de ingredientes, tais como agentes flavorizantes, o que ajuda a tornar os produtos de tabaco atraentes” e há recomendações para que os países proíbam ou restrinjam o uso, nos produtos de tabaco, de ingredientes que aumentem a palatabilidade, que atribuam coloração, que causem falsa impressão de benefício à saúde e que sejam estimulantes.
Em cumprimento às determinações da CQCT, a Anvisa publicou a RDC nº 14, de 15 de março de 2012, que dispôs sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, proibiu o uso de palavras como “light”, “suave”, “soft”, dentre outras, e restringiu o uso de substâncias aditivas nos produtos fumígenos derivados do tabaco, permitindo somente a utilização dos aditivos indispensáveis ao processo produtivo.
Apesar da publicação do regulamento da Anvisa, o uso de aditivos ainda é permitido no país por força de liminar concedida mediante a solicitação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da ADI a ser julgada no STF.
Para justificar a RDC nº 14/2012, a Anvisa publicou a Nota Técnica nº 10/2013, que apresenta argumentos detalhados para todas as alegações feitas por meio da ADIN. Dentre elas, é possível destacar:
·         O uso de substâncias broncodilatadoras com o objetivo de aumentar a absorção de nicotina pelos brônquios e, consequentemente, o seu potencial de causar dependência;
·         O emprego de substâncias que inibem o metabolismo da nicotina, deixando-a mais tempo presente na circulação sanguínea e fazendo com que o seu efeito seja intensificado;
·         A utilização de substâncias anestésicas para a diminuição da irritação das vias aéreas; e
·         O uso de substâncias que mascaram o sabor e odor ruim do produto, bem como a irritação causada pela fumaça do cigarro, tornando-o mais palatável.
Corroborando com as informações já apresentadas pela Anvisa, a Organização Mundial da Saúde publicou, em 2014, um documento no qual reafirma e apresenta evidências científicas de que o uso de algumas substâncias aditivas tem como finalidade o aumento do poder de causar dependência dos produtos derivados do tabaco.
São elas: a amônia (aumenta a nicotina livre e mascara o gosto ruim do produto), o eugenol e o mentol (provocam analgesia e menor irritabilidade para que haja uma maior aspiração da fumaça e disponibilidade de nicotina nos pulmões).
Menciona também os aditivos como substâncias intencionalmente adicionadas aos produtos com o objetivo de aumentar a palatabilidade, melhorar a aparência, criar falsa sensação de benefício à saúde, bem como de aumentar a energia e vitalidade.
Do STF, a Anvisa espera o reconhecimento de que tais medidas contra o uso de aditivos nos produtos fumígenos objetivam a proteção à saúde, dentro das prerrogativas legais da Agência, e que se possa, nesse caso concreto, impedir que crianças e adolescentes sejam atraídas para o cigarro.

 @AnvisaOficial

10.22.2017

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